Promotor
Câmara Municipal de Setúbal
Sinopse
A nave Telectu beijou languidamente a superfície do planeta EXPERIMENTÁCULO.
O oiro do rio cravejava em mil estrelas o firmamento da ramagem; raios de vento solar agitavam os anéis refulgentes da água, argênteos cometas sopravam no “Tenet” do veludo das folhas.
Cada cintilação era relativa a um som específico no radar mental.
Muito longe, a neblina de Betelgeuse, quase uma “Opera” silenciosa; além, Aldebaran,
mais próxima e intensa, chispando clusters; com um ruído fantástico, a fosforescente Alfa Centauri; deleitou-se com a energia sónica radioforme do frutedo de Cassiopeia;
mini-relâmpagos de “Coreografias” alumiavam o líquido Orion num som estrídulo percussivo e contínuo de “Sator”.
Ouvia-se o chocalhar do rio na sua curva de Via Láctea, rasgando a vegetação atonal; a nebulosa magalhânica das copas; o estampido duma super nova ofuscante; seguiu-se um vazio silêncio que cegava… depois… misticamente… glissando e, súbita agitação das folhas audiovisuais prenhes de seiva.
Ouviu-se uma gama “Palolo” entre sons infra e ultra, raios resplandecentes “Rotas”,
Impulsos sonoros analógicos variáveis , cordas eléctricas sibilantes.
Na perspectiva textural, uma corola, Tau Ceti, roçava em elipses as pétalas de Andrómeda; pressentiu-se o explodir microacústico dum planetóide alojado numa semente; a queda asa delta amarela dum meteoro arpejado vindo do topo da árvore dissonante que ao poisar no solo levantou poeira sideral.
O concreto e o imaginário; mais longe até a vista ficar louca de som imenso: o Sol, que naquela manhã embebedava de radiações audioextravagantes as vozes dos pássaros-solistas…
E nos confins da Galáxia, entre os sons da Natureza - uma melodia arcaica de um sintetizador e de uma guitarra Fender a esvair-se...
“Música!”- o Humano não estava só no Universo…
Preços