Promotor
EGEAC, Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural
Breve Introdução
MOCA - MOSTRA DE CINEMA ARQUEOLÓGICO
Nesta primeira edição do MOCA, o Museu de Lisboa – Teatro Romano apresenta um conjunto de filmes e documentários dedicados à arqueologia, à história, ao passado. São abordagens muito diversas sobre o nossos património e herança histórica. Entre curtas, curtíssimas, médias e longas, há de tudo um pouco. Não ficaram esquecidos filmes de autor ou abordagens mais silenciosas sobre passados perdidos ou heranças duras que nos continuam a marcar.
Pretende-se oferecer ao grande público, mas também ao público especializado uma visão do tanto que hoje se faz nesta área. Um enorme investimento dos que trabalham em património, mas igualmente das comunidades.
Nos quatro dias desta mostra, de 18 a 21 de junho, há quatro mesas redondas subordinadas a diferentes temáticas. As manhãs ficaram reservadas para o público mais jovem e famílias, que através de oficinas e também de pequenos filmes podem perceber a atividade arqueológica e qual a importância da imagem na apreensão do conhecimento. Afinal, não é por acaso que a palavra Cinema, que deriva do termos grego Kíñema, significa “movimento”.
Sinopse
IMAGO
Rui Pedro Lamy
28''
Contos do esquecimento
Dulce Fernandes
63''
Preços
MOSTRAS:
1- IMAGO, Rui Pedro Lamy
2021, Portugal, 28', A classificar pela CCE
V.O.
A forte presença do Cristianismo apagou muitos vestígios de rituais e cultos dedicados a outras divindades. Contudo, na religiosidade popular persistem antigas reminiscências de cultos ligados à natureza e aos seus ciclos, criando uma mistura entre o Sagrado Cristão e o Sagrado Pagão. Uma viagem através do nosso imaginário, relacionando os universos cristão e pagão, em busca da essência do Sagrado, da sua apropriação e da nossa ligação à natureza.
2- Contos do esquecimento, Dulce Fernandes
2023, Portugal, 63', +12 anos
V.O.
Contos do esquecimento cruza histórias de violência e brutalidade sobre 158 indivíduos africanos escravizados, identificados em 2009, em Lagos, durante a escavação arqueológica de uma lixeira do século XV. Essa descoberta ocorreu no local onde estava a ser construído um parque de estacionamento subterrâneo. Com imagens e sons do presente, invocando a distância entre o que queremos esquecer e a urgência da memória, Contos do esquecimento é um território de revelação do passado no presente.
Seguido de conversa com os realizadores e arqueóloga convidada